Marca licenciada

Turma da Mônica: a marca de fralda e quem a fabrica

Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão estão em fraldas brasileiras há décadas, mas o nome impresso ao lado deles já mudou duas vezes em cinco anos. A licença ficou quase vinte anos com a Huggies, foi encerrada em 2021 e migrou para a Ontex; desde janeiro de 2026 a marca está sob a Softys. Esta página conta essa história e explica o que ela muda na sua compra.

De quem é a marca hoje

Turma da Mônica não é uma fábrica de fraldas. É uma licença de personagens administrada pela Mauricio de Sousa Produções, que autoriza uma empresa a estampar os desenhos em uma categoria de produto por um prazo definido. Quem fabrica, escolhe a especificação técnica e responde pela qualidade é o licenciado da vez — e esse licenciado já trocou.

Desde 2021 as fraldas Turma da Mônica Baby são feitas pela Ontex, que assumiu a licença naquele ano. Em janeiro de 2026 a Softys, do grupo CMPC, concluiu a compra das operações da Ontex no Brasil. Com isso, a marca dos personagens passou para o mesmo guarda-chuva de Baby Sec, Cremer, Sapeka, PomPom e da geriátrica Bigfral. A mudança é recente e a papelada do varejo demora a acompanhar: é normal encontrar embalagem, anúncio ou ficha de e-commerce ainda com o nome da empresa anterior. Confira quem assina o pacote que está na sua mão.

Se a sua lembrança é da fralda da Mônica vendida com a marca Huggies, trata-se de outro produto. Aquele contrato acabou em 2021, e a Kimberly-Clark seguiu com os personagens Disney. O que está hoje na gôndola com a turma brasileira vem de outra empresa e tem outra ficha técnica.

Linha do tempo da licença

Turma da Mônica em fraldas descartáveis — quem detinha a licença em cada fase
FaseResponsável pelo produtoO que aconteceu
Até 2021Huggies (Kimberly-Clark)Quase duas décadas com os personagens dentro do portfólio da marca
2021Troca de licenciadoA Mauricio de Sousa Produções encerra o contrato e leva a marca para a Ontex; a Huggies fica com Disney
De 2021 a 2025OntexTurma da Mônica Baby passa a ser produzida e distribuída pela nova licenciada
Janeiro de 2026Softys (grupo CMPC)A Softys conclui a compra das operações da Ontex no Brasil e herda a marca

O que confunde é que a arte continuou parecida e o nome do produto quase igual, enquanto o fabricante mudou duas vezes. Qualquer texto que ainda descreva a fralda como uma linha da Huggies está retratando o mercado anterior a 2021. A reconstituição desse episódio, com o que fazer se você gostava da versão antiga, está em o que aconteceu com a Huggies Turma da Mônica.

O que a marca entrega na prateleira

Posicionamento atual: faixa intermediária, com preço por fralda entre R$ 0,80 e R$ 1,20 em 2026, variando por região e por formato de pacote. Não é uma fralda de entrada — o degrau mais barato do mercado fica entre R$ 0,45 e R$ 0,80 — nem uma premium, patamar que começa em R$ 1,20. É o meio da tabela, com os elementos que evitam vazamento (barreiras laterais internas, elástico traseiro, entreperna larga) e sem os refinamentos de acabamento das linhas de topo.

A grade vai de P a XXXG, com as faixas de peso aproximadas que a marca imprime: P de 3 a 6 kg, M de 5,5 a 9,5 kg, G de 9 a 12,5 kg, XG de 12 a 15 kg, XXG acima de 14 kg e XXXG acima de 16 kg. Sempre confirme na embalagem, porque a numeração muda de lote para lote. As duas fases de maior consumo têm páginas próprias: Turma da Mônica G, que cobre o período de engatinhar e ficar de pé, e Turma da Mônica XG, o degrau mais longo, que pode passar de um ano.

Na disputa de gôndola, os rivais diretos são as intermediárias do mesmo preço: Huggies Tripla Proteção, Baby Sec Ultrasec, Personal Protek e Pampers Confort Sec. O confronto mais buscado, contra a intermediária da Kimberly-Clark, está detalhado em Tripla Proteção ou Turma da Mônica — hoje uma comparação entre marcas de grupos diferentes, não entre duas linhas da mesma casa.

Personagem vende fralda, e por quê

A lógica comercial é direta. Fralda é uma categoria de baixa diferenciação visual: na prateleira, todos os pacotes são retangulares, coloridos e prometem a mesma coisa. Um personagem conhecido dá identificação instantânea e cria vínculo com quem cresceu lendo os gibis — o que hoje inclui boa parte de quem está comprando fralda pela primeira vez. Foi por isso que a licença atravessou duas décadas com um dono e mudou de mãos sem perder valor.

Para o bebê, o desenho não significa nada nos primeiros meses. A partir dos dois anos, ele passa a ter função prática: criança que reconhece o personagem no cós costuma resistir menos à troca e participa mais do momento, o que rende segundos preciosos numa rotina de quatro a cinco trocas diárias. É um ganho pequeno, real e insuficiente para justificar sozinho a escolha da marca.

Os outros personagens em fralda

A Turma da Mônica não está sozinha nesse modelo. Personagens Disney aparecem tanto em linhas da Huggies quanto nas fraldas Cremer, e há ainda a grade de Looney Tunes, mais concentrada em fabricantes de porte menor e distribuição regional. A diferença entre esses produtos nunca está no desenho: está na estrutura industrial por trás, no alcance de distribuição e na especificação escolhida para cada linha. O índice de todos os fabricantes que atuam no país está em todas as marcas.

Perguntas frequentes

Quem fabrica a fralda Turma da Mônica hoje?

A licença dos personagens está com a Ontex desde 2021 e, em janeiro de 2026, a Softys (grupo CMPC) concluiu a compra das operações da Ontex no Brasil. Na prática, a marca hoje está sob a Softys, ao lado de Baby Sec, Cremer, Sapeka, PomPom e Bigfral. Como a transição é recente, confirme o fabricante impresso na embalagem.

A Huggies ainda vende fralda da Turma da Mônica?

Não. A parceria durou quase duas décadas e terminou em 2021, quando a Mauricio de Sousa Produções levou a licença para outra empresa. A Huggies seguiu com os personagens Disney e mantém Supreme Care, Tripla Proteção e Roupinha no portfólio infantil.

A fralda mudou depois da troca de fabricante?

O desenho dos personagens continua, mas núcleo absorvente, elásticos e barreiras são definidos por quem produz, e o produtor mudou. Quem usava a versão antiga e voltou à marca costuma notar diferença de caimento. Trate como um produto novo e teste um pacote pequeno antes de comprar em volume.

Vale escolher fralda pelo personagem?

Para bebê pequeno, a estampa é irrelevante. Depois dos 2 anos, reconhecer o personagem ajuda a criança a colaborar na troca e no início do desfralde. Ainda assim, ajuste na virilha e capacidade de absorção devem pesar mais do que a arte da frente.